11 de abr. de 2010

Uma ostra

Você sabia que uma ostra que não foi ferida não produz pérolas? As pérolas são uma ferida curada. Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada: a.. Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo? b.. Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? c.. Suas idéias já foram rejeitadas? Então produza uma pérola... cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de amor. Lembre-se apenas de que uma ostra que não foi ferida, não produz pérolas, pois uma pérola é uma ferida cicatrizada.

Deixe a raiva secar

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convida-la para brincar. Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manha. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial. Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou: - Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois e, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando: - Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atras da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa. Não tem problema, disse Mariana, minha raiva ja secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar historia do vestido novo que havia sujado de barro.

Depois de Algum Tempo

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante com a graça de um adulto, e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vôo. Depois de um tempo, você aprende que até o sol queima se você ficar exposto por muito tempo. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... Que realmente é forte e que realmente tem valor...

O tesouro da vida são as pessoas

Sua presença é um presente para o mundo. Você é única e só há uma igual a você. Sua vida pode ser o que você quer que ela seja. Viva os dias, apenas um de cada vez. Conte suas bênçãos, não os seus problemas. Você os superará, venha o que vier. Dentro de você há muitas respostas. Compreenda, tenha coragem, seja forte. Não coloque limites em si mesmo. Muitos sonhos estão esperando para serem realizados. As decisões são muito importantes para serem deixadas ao acaso. Alcance o seu máximo, seu melhor, seu prêmio. Não leve as coisas tão a serio. Viva um dia de serenidade e não de arrependimento. Lembre-se que um pouco de amor dura muito. Dura sempre! Lembre-se que a amizade é um investimento sábio. Os tesouros da vida são as pessoas. Perceba que nunca é tarde demais. Faça a coisa simples, de uma forma simples. Tenha saúde. Viva melhor. Faça como os passarinhos. Comece o dia cantando. A música é o alimento para o espírito. Cante qualquer coisa, cante desafinado, mas cante! Cantar dilata os pulmões e abre a alma para tudo de bom que a vida tem por oferecer. Se insistir em não cantar, ao menos ouça muita música e deixe-se absorver por ela. Ria da vida. Ria dos problemas. Ria de você mesmo. Ria das coisas boas que lhe acontecem. Ria das besteiras que fez. Ria abertamente para que todos possam se contagiar com a sua alegria. Não se deixe abater pelos problemas. Se você se convencer de que está bem, vai acabar acreditando e se sentindo bem. O bom humor, assim como o mau humor, é contagiante. Qual deles você escolhe? Leia coisas positivas. Leia bons livros, poesias, pois a poesia é a arte de aceitar a alma. Pratique algum esporte. O peso da cabeça é muito grande e ter que ser contrabalançado com alguma coisa. Você certamente vai se sentir bem disposta, mais animada e mais jovem. Encare suas obrigações com satisfação. É maravilhoso quando se gosta do que faz. Ponha amor em tudo o que estiver ao seu alcance. Quando for fazer alguma coisa, mergulhe de cabeça. Não viva emoções mornas, próprias de pessoas mornas. Não deixe as oportunidades que a vida oferece. Elas não voltam. Nenhuma barreira é intransponível se você estiver disposto a lutar. Não deixe que os problemas acumulem. Resolva-os logo! Fale. Converse. Escute. Brigue. O que mata é o silêncio e o rancor. Exteriorize tudo, deixe que as pessoas saibam que você as estima, as ama, precisa delas, principalmente em família. Amar não é vergonha.

Vale a pena

Vale a pena a tentativa e não o receio Vale a pena confiar e nunca ter medo Vale a pena encarar e não fugir da realidade Ainda que vc fracasse, vale a pena lutar Vale a pena discordar do melhor amigo e não apoiá-lo em suas atitudes erradas Vale a pena corrigí-lo Vale a pena encarar-me no espelho e ver se está certa ou errada Vale a pena procurar ser a melhor e aí... Vale a pena ser o que for Enfim Vale a pena viver a vida, já que a vida não é tudo que ela pode nos dar Mas sim tudo o que podemos dar por ela..

Há Pessoas

Há pessoas... Que querem ser bonitas para chamar a atenção... Outras desejam a inteligência para serem admiradas... Mas há algumas que procuram cultivar a Alma e os Sentimentos. Essas alcançam a admiração de todos, porque além de belas e inteligentes tornam-se realmente PESSOAS!

Conquistas

Acredite em si mesmo Viva os momentos como se fossem únicos Saboreie os segundos como se fosse perdê-los Desfrute o sol que brilha inigualável... Busque seus sonhos Você pode estar aonde não idealizou Tudo é mutante e mutável Corra atrás da estrela cadente Alcance o lua no infinito céu... Abrace Beije Apaixone Ame. Queira ir além do possível Tanja o universo maior, ultrapasse Apalpe as nuvens no esplendor do céu Derrame sorrisos no espaço laço... Desperte desta noite insone e nebulosa Açambarque os atalhos e encruzilhadas Transforme em estrada reta, curvas sinuosas Faça brilhar a luz no final do túnel... Acredita Siga Sorria Viva. Fale Grite Busque Conquiste. Queira o total indivisível Seja comunhão universal Veja a arte praticada Persiga,. A felicidade é construída..

Aprendendo com os erros

Na vida não precisamos acertar sempre, Mas a cada dia errar menos. E é necessário que a cada erro, Aprendamos o máximo possível. Para que esses erros tornem-se experiências aproveitáveis, Das quais precisaremos no futuro, para não cometer os mesmo erros. Mesmo sabendo que muitas dessas experiências machucam, Nos trazem lembranças que fazem sofrer, E que preferimos esquecer. Ainda assim, temos que ter consciência que devemos aproveitá-las Para a cada dia errarmos menos e acertramos mais. Porque a vida é assim, cheia de surpresa E precisamos aprender a conviver com ela. Caso contrário, não conseguiremos ser alguém, E certamente não estamos aqui por acaso, Sem razão, á toa, sem um objetivo à conquistar. Estamos em busca de um espaço, Para deixarmos de ser mais um neste mundo. Por isso temos obrigação de aprender A viver e conviver com a realidade. Tendo consciência de que em nossas mãos Está o nosso futuro. Dependendo principalmente do que somos no presente, O que seremos neste futuro bem próximo. Precisamos ter em mente algo muito importante: Que devemos ser sempre nós mesmos, Respeitando ao nosso próximo como a si próprio. Quando vermos que isto está acontecendo, Então sentiremos que nossos erros tornaram-se experiências. E que isso, é como um sinal de nosso amadurecimento. Ou seja, que deixamos de ser crianças E passamos a ser adultos, Não no físico e sim no mental.

Pássaro Encantado

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades... Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão. Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você.... E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça. ... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes. E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. Mas chegava sempre uma hora de tristeza. Tenho que ir, ele dizia. Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar..... Eu também terei saudades, dizia o pássaro. Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar. Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada. Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz. Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro. Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias.... Sem a saudade, o amor irá embora... A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio, deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola. Pode ir, pássaro, volte quando quiser... Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar... E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia. Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo... E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos... Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje... Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar. AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama... E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento. Quem sabe ele voltará amanhã.... E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

O amanhã

Se algum dia eu soubesse que nunca mais veria você... Eu lhe daria um abraço mais forte. Se eu soubesse que seria a última vez a ver você... Eu lhe daria um beijo e o chamaria para dar mais um. Se eu soubesse que seria a última vez a ouvir sua voz... Eu gravaria cada movimento e cada palavra, para revê-lo todos os dias. Se eu soubesse que seria a última vez que eu poderia parar mais uns dois minutos para dizer-lhe: “gosto de você”... Eu diria, ao invés de deixar que presumisse. Se eu soubesse que seria o último dia a compartilhar com você... O aproveitaria muito mais intensamente em vez de deixá-lo simplesmente passar. Sempre acreditamos que haverá amanhã para corrigir um descuido... Para ter uma segunda chance de acertar. Será que haverá uma chance para dizer: “posso fazer alguma coisa por você?”. O amanhã não é garantido para ninguém. Seja para jovens ou mais velho, e hoje pode ser a última chance de abraçarmos aqueles que amamos. Então se estamos esperando pelo amanhã, por que não agimos hoje? Assim, se o amanhã nunca chegar não teremos arrependimentos de termos aproveitado um momento para um sorriso, para um abraço, para um beijo, uma gentileza, porque estávamos muito ocupados para dar a alguém o que poderia ser o último desejo. Abracemos hoje aqueles que amamos, sussurremos em seus ouvidos, dizendo-lhes o quanto nos são caros e que sempre os amamos. Encontremos tempo pra dizer: “desculpe, obrigada, eu perdôo você”. Sempre há tempo para amarmos. E se não houver amanhã, também não haverá remorsos de hoje para carregarmos. Pense nisso agora...

Indiferença

Quando saías esta manhã de tua casa levando pela mão o teu filhinho, fiquei admirando os seus sapatos novos, o seu lindo capote de lã, a sua pasta de couro cheia de livros e a farta merenda que ele levava para o colégio. Tu me olhaste com desprezo e seguraste o braço do teu filho, com receio que ele me tocasse. Pensaste, por acaso, no meu infortúnio, no meu abandono, nos meus pés descalços e na minha roupa toda rasgada? Será que eu poderia contagiar teu filho? É claro que te esqueceste imediatamente do incidente; subiste no teu automóvel e te perdeste no tráfego louco da cidade, como se perdem sempre todos os meus sonhos. Ali, só e abandonado dei asas à minha imaginação e fiquei pensando: que diferença existe entre mim e aquele garoto? Temos mais ou menos a mesma idade, nascemos na mesma pátria; enquanto ele joga futebol com bolas coloridas, eu chuto pedras; ele dorme agasalhado em sua cama macia, e eu me deito no chão sobre jornais velhos; ele tem comida gostosa e variada, e eu tenho que catar algo nas latas de lixo; ele vai ao colégio para aprender a ler e escrever, enquanto eu vivo na rua aprendendo a roubar e a me defender. São essas, por acaso, as nossas diferenças? Será que a culpa é minha? Será que sou culpado de ter nascido, sorrir sem saber quem é meu pai e tendo por mãe uma mulher sofrida e ignorante? Não fui eu que decidi não ir à escola e também não é minha culpa não ter casa para morar e nem comida para me alimentar. Alguém resolveu assim e eu nem sei quem foi! Não posso culpar ninguém porque a minha ignorância nem isso permite. Não posso sair desta situação sozinho, porque sou incapaz de fazê-lo sem uma generosa ajuda. Então, como nada é feito, cada vez se acentua mais a diferença entre mim e o menino que levavas pela mão. No futuro ele será como tu. Um homem de bem e de conceito respeitado pela sociedade. E eu? Serei um reles vagabundo que se torna ladrão e caminha em direção ao cárcere. E até possível que, dentro de alguns anos, o menino e eu voltemos a nos encontrar. Ele como Juiz de Direito, e eu como réu delinqüente, ele para purificar a sociedade de tipos como eu, e eu para cumprir o meu desgraçado destino; ele para julgar os meus atos, e eu para padecê-los. Como posso ser condenado ao cárcere, quando jamais tive uma escola para freqüentar? E quando fiz as coisas à minha maneira chega o peso da lei e a força da justiça para me aniquilar? Será que tudo isso é justo? Amigo, não peço a tua mão pois ela é do teu filho; nem a roupa, nem a cama, nem o livro e nem a comida que só a ele pertencem. Somente te peço que quando me encontrares na rua, sujo, esfarrapado e abandonado, grave a minha imagem em tua mente e, se sobrar um minuto na tua atribulada vida diária, meditas amigo..., meditas... como podes me salvar? Sem indiferença, com certeza, poderemos fazer alguma coisa!!!

Haverá sempre alguém

Haverá sempre alguém pronto para te levantar, quando você estiver caído. Haverá sempre alguém confiando em você, quando tudo parecer perdido. Haverá sempre alguém disposto a dar a vida, mesmo se a morte te faz temer. Haverá sempre alguém orando e intercedendo por você. Haverá sempre alguém caminhando ainda que a estrada seja estreita e cheia de espinhos. Haverá sempre alguém sonhando com a paz mundial, ainda que cesse as negociações de paz. Haverá sempre alguém testemunhando Jesus, mesmo se houver obstáculos para isso. Haverá sempre alguém fazendo alguma coisa por você. Haverá sempre alguém!

Metade de mim

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que triste. Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço, que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que me lembro ter dado na infância, porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra metade não sei. Que não seja preciso mais que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito e que o teu silêncio me fale cada vez mais porque metade de mim é abrigo mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer, porque metade de mim é platéia e a outra metade é a canção. E que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também.

Envelheço

Envelheço quando me fecho para as novas idéias e me torno radical. Envelheço quando o novo me assusta. E minha mente insiste em não aceitar. Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar. Envelheço quando meu pensamento abandona sua casa. E retorna sem nada a acrescentar. Envelheço quando muito me preocupo e depois me culpo porque não tinha tantos motivos para me preocupar. Envelheço quando penso demasiadamente em mim mesmo e conseqüentemente me esqueço dos outros. Envelheço quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar. Envelheço quando tenho a chance de amar e deixo o coração que se põe a pensar: Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar? Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma que se põe a lamentar. Envelheço, enfim, quando paro de lutar!

As Pontes da União

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. - Estou procurando trabalho, disse ele.Talvez você tenha algum serviço para mim. - Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta. - Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos. O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, nao acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: - Voce foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei. Mas as surpresas nao pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo então falou: - Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse. De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas. - Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você. E o carpinteiro respondeu: - Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir... Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos... O que você está esperando? Que tal começar agora !!! Pensamento: "A única vez que você não pode falhar é na última vez que tentar." Charles Kattering Obs.: "Que exista sempre essa ponte que nos une."

Seja sempre você

Não espere um sorriso para ser gentil. Não espere ser amado para amar. Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está do seu lado. Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante para você. Não espere a queda para lembrar-se do conselho. Não espere a enfermidade para reconhecer quão frágil é a vida. Não espere ter dinheiro aos montes para então contribuir. Não espere por pessoas perfeitas para então se apaixonar. Não espere a mágoa para pedir perdão. Não espere a separação para buscar a reconciliação. Não espere elogios para acreditar em si mesmo. Não espere a dor para acreditar em oração. Não espere o dia de sua morte sem antes amar a vida! Seja sempre você, autêntico e único!

Seja sempre você

Não espere um sorriso para ser gentil. Não espere ser amado para amar. Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está do seu lado. Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante para você. Não espere a queda para lembrar-se do conselho. Não espere a enfermidade para reconhecer quão frágil é a vida. Não espere ter dinheiro aos montes para então contribuir. Não espere por pessoas perfeitas para então se apaixonar. Não espere a mágoa para pedir perdão. Não espere a separação para buscar a reconciliação. Não espere elogios para acreditar em si mesmo. Não espere a dor para acreditar em oração. Não espere o dia de sua morte sem antes amar a vida! Seja sempre você, autêntico e único!

Sementes da Vida

Em muitos dias de ócio lamentei o tempo perdido. Mas ele não foi de todo perdido. O Senhor guardou em suas mãos cada instante da minha vida. Escondido no coração das coisas, ele estava alimentando as sementes para que sejam rebentos os botões, para que sejam flores e amadurecendo as flores para que sejam frutos. Eu dormia cansado no meu leito, indolente, julgando que todo o trabalho tivesse cessado, acordei de manhã e encontrei repleto de milhares de flores o meu jardim.

A importância do perdão

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado: - Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele. Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar: - O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola. O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo: - Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta: - Filho como está se sentindo agora? - Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa. O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala: - Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa. O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente: - Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos. Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras; Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações; Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos; Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter; Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.

Mudar o mundo

Quando eu era jovem e minha imaginação não tinha limites, sonhava mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria: então restringi um pouco minhas ambições, e resolvi mudar apenas meu país. Mas o país também me parecia imutável. No ocaso da vida, em uma última e desesperada tentativa, quis mudar minha família. Mas eles não se interessavam nem um pouco, dizendo que eu sempre repeti os mesmos erros. Em meu leito de morte, enfim descobri: se eu tivesse começado por corrigir meus erros e mudar a mim mesmo, meu exemplo poderia transformar minha família. O exemplo de minha família talvez contagiasse a vizinhança, e assim eu teria sido capaz de melhorar meu bairro, minha cidade, o país, e, quem sabe, mudar o mundo... Palavras escritas no túmulo de um bispo anglicano, em uma catedral na Inglaterra.

Tentativas

É melhor tentar e falhar que se preocupar e ver a vida passar; É melhor tentar ainda que seja em vão que sentar-se fazendo nada até o final; Prefiro na chuva caminhar que em dias tristes em casa me esconder. Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver!

Jóias Raras

Narra antiga lenda que um rabi, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos. Certa vez, por imperativos da religião, o rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias. No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados. A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura. Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia? Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção. Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão. Alguns dias depois, num final de tarde, o rabi retornou ao lar. Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos... Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços. Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave. O marido, já um pouco preocupado perguntou: o que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus. - Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! - O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz? - Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!... Por que isso agora? - É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas! - Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las. - Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las! E o rabi respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! - Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo. - Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. - As jóias preciosas eram nossos filhos. - Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram. O rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero. Os filhos são jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que as ajudemos a burilar-se. Não percamos a oportunidade de enfeitá-las de virtudes. Assim, quando tivermos que devolvê-las a Deus, que possam estar ainda mais belas e mais valiosas.

O Taxista

Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar. Nenhuma tocou-me mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite. Era agosto. Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolinhos de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade. Quando eu cheguei às 02.30 horas da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Assim fui até a porta e bati. "Um minuto", respondeu uma voz débil e idosa. Uma octogenária pequenina apareceu. Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. Toda sua mobília estava coberta por lençóis. Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis. Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, ela ficou agradecendo minha ajuda. Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu: - O Sr poderia ir pelo centro da cidade? - Não é o trajeto mais curto - alertei-a prontamente. - Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um asilo de velhos. Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando. - Eu não tenho mais família - continuou - O médico diz que tenho pouco tempo. Eu disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei: - Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome? Nas duas horas seguintes circulamos pela cidade. Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém casados em outros tempos, hoje um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina - ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada.Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente: - Eu estou cansada. Vamos agora! Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a uma casa de repouso. Dois atendentes caminharam até o taxi, assim que ele parou. Eu abri a mala do carro e levei a pequena valise para a porta. A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas. - Quanto lhe devo? - ela perguntou, pegando a bolsa. - Nada - respondi. - Você tem que ganhar a vida, meu jovem. - Há outros passageiros - respondi. Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente. - Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria. - Obrigado. Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada. Atrás de mim uma porta foi fechada. Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida. Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância. "AS PESSOAS PODEM NÃO SE LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ, OU O QUE VOCÊ DISSE MAS ELAS SEMPRE LEMBRARÃO DE COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR"

Saiba Dizer

Não diga tudo que sabe, não faça tudo que pode, não acredite em tudo que ouve, não gaste tudo que tem, Pois, quem diz tudo que sabe, quem faz tudo que pode, quem acredita em tudo que ouve, quem gasta tudo que tem, Muitas vezes, diz o que não convém, faz o que não deve, julga o que não sabe, gasta o que não pode.