4 de fev de 2011

TEMA: Os Vínculos do Amor no Casamento

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Os Laços do Amor no CasamentoEmbora o amor romântico possa proporcionar momentos de relacionamento espetacular, não é garantia de sucesso. Não tem o poder de fazer com que duas pessoas permaneçam juntas para sempre. Algo mais é necessário. A palavra de Deus tem uma receita para fortalecer o casamento, tornando-o duradouro e feliz.
1. Um bom casamento envolve entregaO primeiro vínculo se acha em uma afirmação que Jesus fez sobre o casamento. Toda vez que lhe faziam perguntas sobre divórcio, ele falava mais sobre o casamento. Ele sabia que o casamento exigia mais do que boas leis para manter as pessoas casadas. Por isso o Mestre recordou um conceito do A T, que diz o seguinte: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa” (Mt 19.5).
O verbo “unir” nesta afirmação de Jesus, significa na língua hebraica “aderir”, “ligar”, “colar”. É o que acontece a dois pedaços de argila ou madeira que se ligam um ao outro.
O marido, portanto, “se liga” à mulher, se une a ela, vive com ela, permanece a seu lado. A afirmação de Jesus não se refere apenas à união sexual; vai muito além disso… Na verdade, o verbo “unir” significa entrega. E entrega total.
Essa entrega mútua é o mais forte adesivo no âmbito do casamento. É uma coisa profundamente pessoal. Cada cônjuge entrega o corpo, seus pensamentos íntimos - enfim, tudo, a seu parceiro. Nada é retido. Em razão disso Jesus afirmou: “Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu”.
Embora cada cônjuge deva “entregar-se” sem reservas a seu companheiro, não perde a sua individualidade, pois essa entrega é resultado do amor verdadeiro que não é cego, apaixonado, irracional. Por isso, o exercício da vontade permanece intacto.
2. Um bom casamento envolve amor semelhante ao de CristoEsse tipo de amor é diferente do amor romântico. O amor romântico se baseia na fantasia; já o amor semelhante ao de Cristo é realista, mas nem por isso deixa de ter sabor. O amor verdadeiro não leva em conta as faltas do parceiro. É cheio de misericórdia e paciência. (Paulo o descreve em 1 Co 13. OBS.: Os comentários entre parênteses são meus).
O apóstolo Paulo aconselha os maridos da seguinte maneira: “Maridos, amem as suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e deu a sua vida por ela” (Ef 5.25). A idéia de sacrifício está incluída nesta entrega. Jesus amou tanto a igreja que se ofereceu como sacrifício para torná-la feliz e vitoriosa. Na esfera do matrimônio, o amor é capaz de fazer sacrifícios.
Quando me converti, tive o privilégio de conhecer um casal de idade avançada. A mulher, apesar de enrugada e paralítica, dava a impressão de que, na juventude, fora muito bonita. Agora, porém, vivia numa cadeira de rodas, sempre dependendo do esposo. Mas o que me impressionou foi a bondade e o amor do marido. Com todo o carinho e disposição, ele a levava de um lado para o outro, suprindo-lhe todas as necessidades. Fazia sacrifícios, mas com o máximo prazer, para que a mulher se sentisse apoiada, segura e feliz. Ele a amava profundamente, pois tinha no coração uma centelha do amor de Cr3. Um bom casamento envolve amor físico
O terceiro vínculo do amor relaciona-se com a parte sexual. Trata-se de um elemento importantíssimo. Se não fosse assim, Jesus não teria dito: “E os dois se tornam uma só pessoa”.
O casamento é uma união completa de duas pessoas. Suas vidas e corpos estão unidos intimamente. Isaque, filho do patriarca Abraão, tomou a Rebeca, “e levou Rebeca para a barraca onde Sara, sua mãe, havia morado, e ela se tornou sua mulher. Isaque amou Rebeca…” (Gn 24.67). A atração física que existe entre os cônjuges é algo sublime e foi estabelecido pelo Criador. No livro de Cantares de Salomão, há algumas declarações de amor muito interessantes. Por exemplo: (ele)”Mostre-me o seu rosto; deixe-me ouvir a sua voz, pois a sua voz é suave e o seu rosto é lindo” (2.14); (ela)”é doce beijar a sua boca, e tudo nele me agrada. Assim é o meu amado, assim é o meu noivo” (5.16). (Todo o livro de Cantares tem por objetivo exaltar o amor conjugal/sexual).
O sexo, todavia, não pode ser visto como um fim em si mesmo. Muitos casamentos caem por terra em virtude de o sexo ser tido como a única razão do matrimônio. A parte sexual, no entanto, pode contribuir muito para fortalecer o casamento quando é vista como um dos meios providos pelo Criador para construir a felicidade do casal. (Para a teologia da igreja católica sexo serve só para procriar, gerar filhos. Não é isso que Paulo escreve, ao dizer que marido e mulher têm o dever de ceder um ao outro o que cada um tem direito: sexo, como fator de união: 1 Co 7.3).
E cabe aqui uma advertência de Jay Adams, autor do livro Compe

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